Vou-te contar uma coisa

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Valter Hugo Mãe, 30 Julho às 21.30h na Livraria 100ª Página em Braga

Julho 21, 2008 · Deixe um Comentário

Valter Hugo Mãe, 30 Julho às 21.30h na Livraria 100ª Página em Braga e 11 de Outubro na Livraria 100ª Página em Guimarães no CAE São Mamede.

Apocalipse dos Trabalhadores (O)

Maria da Graça – mulher-a-dias em Bragança esquecida do mundo – tem a ambição, não tão secreta como isso, de morrer de amor; e por isso sonha recorrentemente com a entrada no Paraíso, onde vai à procura do senhor Ferreira, seu antigo patrão, que, apesar de sovina e abusador, lhe falou de Goya, Rilke, Bergman ou Mozart como homens que impressionaram o próprio Deus. Mas às portas do céu acotovelam-se mercadores de souvenirs em brigas constantes e S. Pedro não faz mais do que a enxotar dali a cada visita. Tal como Maria da Graça, todas as personagens deste livro buscam o seu paraíso; e, aflitas com a esperança, ou esperança nenhuma, de um dia serem felizes, acham que a felicidade vale qualquer risco, nem que seja para as lançar alegremente no abismo. o apocalipse dos trabalhadores é um retrato do nosso tempo, feito da precariedade e dessa esperança difícil. Um retrato desenhado através de duas mulheres-a-dias, um reformado e um jovem ucraniano que reflectem sobre os caminhos sinuosos do engenho e da vontade humana num Portugal com cada vez mais imigrantes e sobre como isso parece perturbar a sociedade.

Valter Hugo Mãe
valter hugo mãe nasceu em Angola, Saurimo, em 1971. Passou a infância em Paços de Ferreira, vive em Vila do Conde desde 1981. Licenciado em Direito, pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.

Vencedor do Prémio José Saramago com o romance O Remorso de Baltazar Serapião (Quidnovi, 2006) sobre o qual José Saramago disse: «Este livro é um tsunami, não no sentido destrutivo, mas da força. Foi a primeira imagem que me veio à cabeça quando o li. [...] Quando foi publicado? E os sismógrafos não deram por nada? Oh, que terra insensível: este livro é uma revolução. Tem de ser lido, porque traz muito de novo e fertilizará a literatura. Por vezes tive a sensação de estar a assistir a um novo parto da língua portuguesa.».
Autor também do romance O Nosso Reino, Temas & Debates, 2004, considerado pelo Diário de Notícias o melhor romance português editado nesse ano.

Escreveu diversos livros de poesia, entre os quais: bruno, Littera, 2007; pornografia erudita, Edições Cosmorama, 2007; livro de maldições, Objecto Cardíaco, 2006; o resto da minha alegria seguido de a remoção das almas, Cadernos do Campo Alegre, 2003; útero, Quasi, 2003; a cobrição das filhas, Quasi, 2001 e três minutos antes de a maré encher, Quasi, 2000.

Sobre a sua obra: A meta física do corpo, sobre a poesia de valter hugo mãe, seguido de uma antologia, de Rui Lage, Edições Cosmorama, 2006.

Organizou as antologias: O Encantador de Palavras, poesia de Manoel de Barros; Série Poeta, em homenagem a Julio – Saúl Dias; Quem Quer Casar com a Poetisa, poesia de Adília Lopes; O Futuro em Anos-Luz, por sugestão do Porto 2001; Desfocados pelo Vento, A Poesia dos Anos 80, Agora; Cântico Negro, poesia de José Régio, em colaboração com Luís Adriano Carlos.

A sua poesia está traduzida/editada em antologias ou livros autónomos em países como Espanha, Brasil, República Checa, Tunísia, Israel, Alemanha, Suiça, França, Eslovénia, Estónia e Estados Unidos da América.

Esporadicamente, dedica-se às artes plásticas, tendo realizado a sua primeira exposição, intitulada o rosto de gregor samsa, no final de 2006 na Galeria Símbolo (Rua Miguel Bombarda, Porto), preparando a segunda, ainda sem título, para o final de 2008.”

Leia a pré-publicação do livro, disponibilizada pela Revista Os Meus Livros

Links:

Valter Hugo Mãe

Livraria 100ª Página

CAE São Mamede

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Rui Amaral na Livraria 100ª Página – São Mamede, Guimarães

Julho 6, 2008 · 1 Comentário

Caros amigos, convido-vos a virem conhecer o escritor e músico Rui Manuel Amaral que irá apresentar o seu livro Caravana editado no início deste ano pela Angelus Novus, no próximo dia 12 de Julho pelas 18H na Livraria 100ª Página do Centro de Artes São Mamede.

A sessão de apresentação contará com as presenças de Pedro Pombo, sociólogo, ex- comissário da Porto 2001 Capital Europeia da Cultura e Nuno Corvacho, jornalista ex-Público e actual colaborador da revista Ler.

A par da leitura de alguns contos a conversa andará à volta do livro e das suas relações (e da literatura) com o universo rock.

Um clip de 45” de promoção do lançamento de “Caravana” na 100.ª Página de Guimarães.
http://www.youtube.com/watch?v=_tGdQxqzBO8

Caravana é o seu primeiro livro, o autor é coordenador literário da revista Águas Furtadas (http://revista-aguasfurtadas.blogspot.com); co-autor do blog Dias Felizes (http://last-tapes.blogspot.com) e é também baterista da banda rock The Jills (http://www.myspace.com/thejills999).

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Poll: Livros 2008

Junho 3, 2008 · Deixe um Comentário

Este é um primeiro balanço, o objectivo desta poll é promover a discussão sobre o melhor/es livro editado em Portugal durante o primeiro semestre de 2008.

Os critérios utilizados por mim na escolha das obras, foram escolher obras que estivessem facilmente disponíveis ao grande público nas livrarias, obras que pela sua relevância na história da literatura devessem fazer parte de qualquer biblioteca pessoal, dei primazia a obras que tiveram edições pioneiras em Portugal ou novas edições que fossem realmente relevantes, obras que de forma intelectualmente séria e pedagógica transmitissem conhecimento a um vasto público.

Estas são as minhas sugestões, agradeço que façam as vossas. Esta Poll encerra no próximo dia 7 de Julho.

Ps: Peço desculpa pelos erros na poll mas o programa não aceita acentos e cedilhas.

Poll: Qual o melhor livro editado este ano?

Status:

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Oqo

Maio 15, 2008 · Deixe um Comentário

A editora galega de livros infantis Oqo chegou recentemente às nossas livrarias e digo-vos que representa uma lufada de ar fresco nas edições dedicadas aos mais novos.

Ilustrações fabulosas ora coloridas, ora soturnas, a lápis de cor e de cera por exemplo, personagens de vertente surrealista que povoam as estórias, pessoas que adquirem formas de objectos como podemos ler em O dia em que a mamã ficou com cara de chaleira, personagens míticas que povoam os nossos sonhos e pesadelos em A bruxa arreganha dentes.

As edições Oqo apresentam propostas para dois seguementos etários, a colecção Contos de boca em boca dos três aos sete anos e a colecção Para leitores destemidos a partir dos doze anos. A Oqo tem ainda a colecção Sementes de arte.

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O Livro do Pedro

Maio 15, 2008 · 2 Comentários

No final do mês de Fevereiro recebi na livraria o primeiro exemplar do Livro do Pedro, escrito e ilustrado por Manuela Bacelar, a edição é da Afrontamento (Ed.).

É o primeiro livro (estória) infantil gay friendly em português, uma menina de 7 anos de seu nome Maria é criada por dois homens, os seus pais, este é um livro de rotura com os pressupostos da nossa sociedade onde uma criança só cresce equilibradamente com um pai e uma mãe. Hoje existe uma diversidade familiar/parental a que temos de dar resposta, familias tradicionais (Hetero), familias mono-parentais e temos aquelas que querem ser familias “tradicionais” mas que não podem por serem formadas por pessoas do mesmo sexo.

A adopção por parte de casais homo será prejudicial para uma criança? Uma criança terá uma educação menos “normal” se for educado por exemplo pela mãe e pela avó, tendo só referências femininas, como acontece com tantas familias mono-parentais? A meu ver a capacidade de amar não varia consoante o género e essa capacidade de amar é de facto o mais importante, é nosso dever “apenas” fazer dos filhos pessoas felizes.

Sinopse:

Maria, que traz um filho dentro da barriga, conta à sua filha a história da sua infância. Uma história simples, de uma criança feliz.
O que torna esta história especial é o facto de Maria ter dois pais: O Pedro e o Paulo.

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Leya compra concorrência

Maio 13, 2008 · Deixe um Comentário

O Público online acaba de anunciar que a Leya irá comprar até ao final do mês de Junho (existe já um contrato promessa de compra-venda) as editoras pertencentes ao grupo Explorer Investments, isto é, o grupo Leya irá passar a controlar as seguintes editoras; Oficina do Livro, a Casa das Letras, Editorial Teorema, a Estrela Polar, a Sebenta, para além da Dom Quixote, da Caminho, das Edições ASA, da Texto Edições, da Gailivro e da Nova Gaia.

A Leya com esta operação passará a ter uma posição dominante no mercado português, o seu catálogo contará com vários nomes importantes das letras portuguesas, quer em termos de prestigio como de vendas. Ficarão na mesma “casa” Saramago, Lobo Antunes, Cardoso Pires, Gonçalo M. Tavares, Francisco José Viegas, Miguel Torga, Miguel Sousa Tavares. Margarida Rebelo Pinto, Mário Zambujal, Pedro Paixão, Rosa Lobato Faria, Alice Vieira. O conjunto das editoras fará deste grupo um peso pesado em áreas sensíveis dos vários segmentos livreiros, seja literatura, auto-conhecimento, infantil ou material didáctico, penso que este negócio merece reflexão por parte da alta autoridade da concorrência. O mercado fica cada vez mais exíguo; A Leya fica em condições de ditar as regras neste mercado, como irão reagir as cadeias de livrarias, ou as tradicionais, estas já têm pouco poder negocial perante as editoras.

Durante a semana passada, o mesmo jornal dedicava um artigo sobre a veracidade dos tops nas livrarias, a conclusão era a de que os tops não eram pagos mas o que as editoras fazem é descontos superiores ao normal(30%) para as livrarias que comprarem determinado livro ou as próprias editoras compram montras e espaços nobres interiores das lojas para exposição, ora isto são métodos de markting agressivos que se acabam por reflectir no top.

Que papel é reservado para as pequenas editoras? Qual o espaço para a Cotovia, Relógio d’água, Assírio e Alvim, quasi ou Cavalo de Ferro. O facto de terem um catálogo de óptima qualidade e trabalharem com nichos de mercado as salvará a longo prazo. A falta de visibilidade nas livrarias de livros destas editoras ditará o fim ? Espero que não.

PS: aqui o comunicado da Leya via o blog da Booktailors

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Filosofia para Crianças

Maio 11, 2008 · Deixe um Comentário

Filosofia para Crianças é o nome de uma colecção de livros de filosofia, para crianças a partir dos 7 anos, a edição é da responsabilidade da Dinalivro. Os textos estão a cargo de Oscar Brenifier e para cada título foi escolhido um ilustrador diferente, poderemos apreciar o excelente Pascal Lemaître no livro O que é o Saber?

Confesso que fiquei surpreso aquando o meu primeiro encontro com esta colecção, a visualização mental de uma sala de putos de bibe vestido em que discutem sobre se dEUS morreu ou se a actualidade do pensamento de Nietzsche é que estava finado ou ainda citando Bertrand Russel sobre a percepção/visão sobre a carteira onde estão sentados e têm os livros não é igual para todos, que aquela carteira não existe tal como a vemos!! começava a fazer-me dores de cabeça.

Mas assim que comecei a percorrer os vários volumes, todos esses pesadelos mentais desapareceram, os exemplos dados são divertidos e as questões pertinentes, estabelecendo-se um diálogo frutífero entre criança e adulto. Todos conhecemos a idade dos porquês, nem sempre temos paciência de responder à criancinha o porquê das coisas, esta colecção permite uma entrada criativa em questões centrais da nossa vida como noção de liberdade, igualdade, autoridade, moral, ética, normas, pensamento, conhecimento, escola.

Até ao momento foram editados os seguintes títulos:

O que são os Sentimentos?

O que são o Bem e o Mal?

O que é viver em Sociedade?

O que é o Saber?

O que é a Liberdade?

Quem sou eu?

O que é a Vida?

PS: Todas as imagens foram retiradas deste site.

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A Nascente de Tinta

Maio 10, 2008 · Deixe um Comentário

Ontem conheci o Pedro, Pedro Seromenho, escritor e ilustrador de livros infantis. A empatia foi instantânea, falou-me dos seus projectos, está iniciar o terceiro volume de uma saga de aventuras para os mais pequenos, o segundo volume está pronto a seguir para o formato de livro e o primeiro é a razão do nosso encontro, o Pedro veio à minha livraria apresentar o primeiro volume da aventura A Nascente de Tinta que tem como herói um menino de cinco anos cheio de poderes mágicos, o Gonçalo. Felizmente a história tem tido bastante aceitação e acabou de sair a 4ª edição.

Perante uma plateia de vinte crianças que seguiram atentamente os detalhes desta aventura, ficaram a conhecer lugares exóticos como os Reinos das Letras, das Mãos, a Colina dos Desejos ou o Deserto das Ideias. Riram com a Formiga-Torrão e tiveram medo da Cobra-Escorrega. Ficaram surpreendidos com os desenhos em A4 que o Pedro lhes mostrou, desenhos que serviram de ilustração do livro. Arregalaram os olhos quando souberam que tinha demorado três semanas em média para cada um dos 15 desenhos. Depois do constrangimento inicial os miúdos foram interagindo com o Pedro e este acbou a sessão com uma avalanche de meninos curiosos acerca das novas aventuras do Gonçalo. Vitória, Vitória, Acabou a história!

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Kindle

Maio 9, 2008 · 1 Comentário

O Kindle é um leitor de e-books, ou seja, um primo do ipod para livros, armazena na biblioteca virtual centenas de livros, edições online de revistas e jornais que podemos comprar na net, o Kindle é um objecto de grande mobilidade devido ao seu tamanho e peso. Poderá ser vantajoso para estudantes ou pessoas que façam investigação e que não só tenham de estar actualizados do que existe sobre o objecto que estudam como esta é uma ferramenta útil para escalar, gerir e definir prioridades de trabalho.

Será que isto tudo me seduz? Não, nem pensei durante muitos segundos, não concebo ler um livro que não em formato papel, chamem-me romântico, o valor sentimental que um livro representa para nós, qual é a história do livro na nossa vida, com quem o partilhámos, que momentos de gozo profundo tivemos em lê-lo por vezes quase a cair para o lado cheio de sono, quantas vezes levámos com o livro em cheio na cara a lembrar-nos para não o abandonar.Quando pego num livro gosto de o manusear, o cheiro das páginas será a novo ou a velho que brotam, o papel será áspero ou sedoso, a capa é uma obra d’arte, simples mas bonita ou um atentado ao livro e ao seu autor? E o corte das páginas, adoro um livro em que as folhas parecem ter sido cortadas com a faca de esventrar o bacalhau.

E as livrarias irão resistir? Sem dúvida nem que daqui a cinquenta anos, o livro de transforme em objecto retro, um nicho de mercado e só se venda em locais especializados, neste momento assistimos a um revivalismo do vynil e temos até edições simultâneas em cd/vynil nas novas bandas.

E o Kindle? A experiência da leitura ficaria reduzida um play, stop, next, rewind, demasiado frio, demasiado programado, a um franzir das pálpebras, a um retocar contínuo da posição dos óculos. Há poucos meses descarreguei “gratuítamente” um livro que necessitava para o mestrado, em 30 segundos, fiquei dono de um exemplar de 200 páginas, após ter lido cerca de 15 páginas exclamei – Isto é um suplício!, no dia seguinte encomendei à editora um livro de verdade.

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Tudo o que sobe deve convergir, Flannery O’Connor

Maio 8, 2008 · 1 Comentário

“Tudo o que sobe deve convergir” é o segundo livro de contos a ser publicado depois de “Um homem bom é difícil de encontrar”.

Este é um livro brutal, violento… bem ao estilo de Flannery. Os nove contos, relatam o mais profundo da América. Todas as personagens são marcantes e difíceis de esquecer. São pessoas únicas, marcadas por vidas duras e futuros incertos. As paisagens são descritas de forma sublime, todos os detalhes contam, nada fica ao acaso, tudo esta nos devidos lugares para que as personagens se movam livremente.

O que mais fere nos contos de Flannery, é a transparência, a realidade e a certeza que aquelas vidas podiam ser as nossas.

270 Paginas, Novembro 2007, Edição Cavalo de Ferro

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